Há massacres e massacres!?
Indignado, assisti à reportagem da RTP sobre o massacre ocorrido nos EUA.
Mais um a juntar a um rol infeliz, fruto duma sociedade onde se compram armas no super-mercado da esquina, como quem compra espuma para a barba ou papel higiénico.
Pergunto ao Sr. Bush, quantos mais massacres deste género serão necessários para reverem uma legislação sobre uso e porte de armas tão ridícula quanto ele!
A seguir à previsível reacção chorosa e hipócrita do Bush, vejo a 2ª carpideira.
O “nosso” Presidente da Comissão Europeia com um ar de carneiro mal morto a afirmar que «Este é um momento muito triste e envio as minhas condolências às famílias das vítimas». Para continuar, veio o Blair, para aumentar o coro. Que desgraça tão grande! Como é que foi acontecer uma coisa destas? E logo por azar o assassino não era muçulmano nem preto!
Confesso que fiquei à espera do Aznar, debalde. Terá ganho vergonha!? Espero que sim.
É que não me lembro de ver nenhuma destas carpideiras a lamentar nenhum dos atentados diários no Iraque, tão frequentes que até deixaram de ser notícia! É que, desgraçadamente, 33 mortos “são trocos” para os milhares de homens, mulheres e crianças que perderam a vida desde que a “Pandilha das Lages” decidiu brincar ás guerras no Iraque.
Que descansem em paz, na Virgínia e em Bagdad, os inocentes vítimas de fanatismo, loucura, interesses e sede de poder.
Excelente post!
cá fora não tem mal nenhum (teoria bushiana). Enfim… Eu não consigo entender essa estranha liberdade bélica americana. É mórbida demais para um humilde lucido. Não tem sentido… não entendo mesmo essa sede de sangue que lhes trespassa a cultura; que mobiliza e está enraizada em todo o sistema; falamos de um país que ainda mata para punir o cidadão que erra e rotular tal acto de justiça. Se têm liberdade para matar em “casa” como não pensar que não podem matar os da “casa” dos outros? Tudo isso choca; esses juízos que construímos acerca de um país mas quando acontece lá, é lá. Agora quando vão para outros países… é uma ditadura de culturas que se torna inaceitável. Mas o que se vê lá dentro é apenas um pequeno retrato do que eles fazem cá fora.
São de facto momentos televisivos hipócritas os que chegam do outro lado do atlântico e os que ecoam desta banda. Ontem, como estou doente em casa, estive quase toda a tarde a ouvir na SIC Notícias o jornalista Luís Costa Ribas, que esteve mais de vinte anos nos EUA. Falou-se imenso de tudo isso e contou que num Estado qualquer (não me recordo agora qual), Bush aprovou uma lei que dizia que se podia entrar numa igreja com uma arma desde que esta não estivesse visível. Porque se está numa igreja
O problema é que a parte económica controla tudo o resto (e o lobby das armas tem muuuuuito poder!), e enquanto assim for pouco muda…
Abraço!
Obrigado aos dois!
ola !
permita me entrar….
Teu post diz tudo; vivemos num mundo gerido pelo a hipocrisia…e o pior é que a violência so ira aumentando.
um abraço.
Obrigado pela visita, Helena!