Fechado para obras!
Quando vier a Primavera
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão,se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter
preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
Não resisto a colocar aqui esta pérola com a devida vénia a www.anedotas.com.pt
Alberto Joao Jardim Morreu
Um dia Alberto João Jardim morreu.
Houve uma reunião no Funchal para decidir onde ele seria enterrado.
Um secretário regional sugeriu:
- Deve ser enterrado no Funchal. Afinal, aqui é a sua cidade natal.
Então, um bêbado, que não se sabe como entrou na reunião, disse com aquela entoação típica dos bêbados:
- No Funchal pode… Só não pode em Jerusalém!!!
Como estava bêbado, ninguém ligou nenhum ao que ele disse.
Um segundo secretário regional disse:
- Acho que deve ser no Funchal, mas na freguesia de São Pedro onde ele viveu e fez sua carreira política.
O bêbado mais uma vez interveio:
- Em São Pedro pode… Só não pode em Jerusalém!! !
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.
Um terceiro secretário regional finalmente sugeriu:
- Funchal, não! Deve ser enterrado em Lisboa, pois era Presidente de um Governo Regional e todos os presidentes devem ser enterrados na Capital!
E o bêbado novamente:
- Em Lisboa pode… Só não pode em Jerusalém!!!
Perderam a paciência com o gajo:
- Por que razão tem medo que o Alberto João seja enterrado em Jerusalém?
E o bêbado respondeu:
- Porque uma vez enterraram um gajo importante lá, e ele RESSUSCITOU !!!!!
Bonita festa a de ontem em que Santarém assinalou 950 anos da última reconquista cristã de D. Afonso Henriques, no “Jardim Portas do Sol”. Houve animação com Jograis, Malabaristas, Bobo, Esgrima, Ginástica, Jogos Tradicionais, Torneio Medieval e Música Medieval. Tenho que dar o braço a torcer e dizer que o Moita Flores tem feito umas coisas interessantes a nível cultural.
Ribeira de Santarém – Azulejo do Mercado Municipal
Uma sugestão para o fim-de-semana:
Pato à mostra com laranja
Comprem um pato médio (eu prefiro fresco mas há uns congelados inteiros nas grandes superfícies que não são maus). Partir o pato em pedaços e retirar o excesso de gordura.
Temperar de sal e pimenta moída e colocar numa panela de pressão com uma cebola espetada com 6 cravinhos, um pedaço fino de casca de laranja, louro e meio chouriço ao qual se retirou a pele. Regar com azeite e cobrir com vinho branco e água. Deixar cozer ap. 30 mns a partir do momento em que a pressão começa a sair.
Finda a cozedura, retirar o pato e o chouriço. Desfiar o pato e cortar o chouriço ás rodelas. Aproveitar 3 chávenas do caldo da cozedura e juntar uma chávena e meia de arroz. Não deixar cozer o arroz completamente e retirar do lume antes de secar totalmente.
Num pirex colocar uma camada de arroz, uma camada de pato desfiado regado com um pouco de sumo de laranja, e outra camada de arroz. (O n.º de camadas pode variar mas a última deverá sempre ser de arroz).
Decorar com fatias de bacon e o chouriço e levar ao forno a tostar e acabar de cozer o arroz. Retirar do forno e guarnecer com meias luas de laranja. Acompanhar com uma boa salada ou legumes verdes.
Regar com um tinto Paço dos Falcões 2004.
Bom apetite! Experimente e comente!
A Primavera está a chegar e como estou longe do mar perco-me com as flores. No próximo fim-de-semana Santarém vai estar em festa. The Gift, Jorge Palma, etc. Promete!

Para as oprimidas e as livres. As ricas e as pobres. As mães, as avós, as mulheres e as filhas. As tias e as primas. As amigas e as outras. As colegas e as vizinhas.
O meu respeito, a minha admiração, a minha homenagem à MULHER!
Inicia-se hoje aqui no Portas do Sol uma nova categoria. As comezainas! Espero ser do agrado de todos!
Inspirado no meu filhote que do alto da sua sapiência me disse que um kiwi equivale a 3 laranjas em termos de vitamina C, decidi recriar o tradicional mozarella com tomate.
Como pai, passo muito tempo a inventar maneiras de fazer os meus filhotes comerem frutas e legumes de uma maneira mais apelativa e sem os tradicionais “não gosto disso”!.
Aqui vai
Ingredientes:
2 tomates chucha, 2 kiwis, 1 queijo mozarella, azeite, orégãos, folhas de manjericão fresco, sal e pimenta
Corta-se o tomate ás fatias e coloca-se no prato, tempera-se com umas pedrinhas de sal e umas folhas de orégãos. Fatia-se o kiwi e o queijo e coloca-se por cima do tomate nesta ordem. Previamente, num copo misturador liquidificamos as folhas de manjericão e o azeite, que utilizaremos para temperar a salada. Salpicamos com um pouco de sal e pimenta moíida na altura e já está.
Acompanhe com um Branco Chardonnay da Quinta da Alorna.
Experimente e comente!

Faz seis anos hoje que partiste sem avisar. Para amenizares a saudade e entreteres os teus netos como gostavas de fazer, pediste aos astros que preparassem um espectáculo especial. Só tu! Um abraço apertado pai!
Vamos ter que levar com o Paulinho das Feiras outra vez. Estes gajos desaparecem de circulação durante uns tempos, aproveitam para fazer uns melhoramentos(?) na fachada e pensam que o povo quando os vê de novo na televisão, com um ar de metrosexual piroso, se esquece da merda que fizeram enquanto estiveram no poleiro, p.e. o caso dos submarinos e do chamado “Barco do Aborto” em que enviou embarcações militares para vigiarem o Borndiep, afinal um barco com mulheres emancipadas a bordo.
Volta agora qual D. Sebastião, não porque tem sede de protagonismo e poder, mas porque se sente obrigado a salvar o país do Sócrates e da outra escumalha. E diz isto com a maior cara de pau, depois de nas últimas eleições ter levado uma trepa das antigas.
É que enquanto se entretinha a bronzear-se no solário, e a escrever uns disparates sobre cinema no Sol que nós tinhamos sempre a possibilidade de não ler, agora vamos mesmo ter de levar com ele e mais as suas ideias idiotas.
Enfim.
O meu filhote faz hoje doze anos. Parece que foi ontem que nasceu e está a ficar um homem que amo mais a cada dia que passa.
Parabéns Luca
“Poema ao Filho
Cresceste tanto que deixaste os meus braços para trás. Dantes, chamavas e eu ia levantar-te do berço, preocupado com o teu choro. Deixava-a a dormir e dava-me todo a ti. Tu, nos meus braços, deitado e tão pequeno, abraçavas-te muito à minha preocupação. Dizias baixinho: vamos ouvir música, quero dançar contigo até que os demónios da noitesejam longe. E eu ia. Ia tanto como nunca, eu que nunca dancei para ninguém. Ligava a música, colocava-a baixinho, tão baixinho que só nós sentíamos o seu som: A rare and blistering sun shines down on Grace Cathedral Park, e dançávamos. Ao som da música eu era o Pai, ao som da música tu eras o Filho. Dançávamos como dois anjos, sabes?, mas isso não te digo porque é muito expressivo e fica mal no Poema. Dançávamos heróis, é mais bonito. Eu era o teu herói, aquele que te abraçava o corpo pequeno, muito nu e encostado a mim.
Tu eras o meu herói, as mãos jovens ainda te seguravam com a força toda do mundo. Podem dizer que dançarias com qualquer um que te levantasse do berço e tesossegasse o sono. Mas não. Quem diz isso nunca foi teu pai e nunca te sentiu filho. Nós éramos um só, um lugar-comum,eu sei, mas éramos. Eu apenas contigo nos braços, minha única roupa, meu único conforto, minha única protecção.Tu embrulhado em mim pela tua pequena pele, inseguro e tímido. E a noite, a longuíssima noite, eterna noite que eu desejava nunca terminada. O céu no seu lugar devido, a terra no seu lugar devido, e nós, nós os dois no lugar que devemos para sempre um ao outro: um no outro, um para o outro como duas peças de um jogo universal.
Agora, filho, agora cresceste e saíste dos meus braços. Terás um dia alguém que te embale o sono como eu embalei, mas nunca este amor que nasceu comigo e desabrochou contigo,nunca este amor que só eu, teu pai, posso oferecer ao longo da noite.”
Jorge Reis-Sá



